SOUZA, Edna Márcia de (2001)
O Brinquedo Como Mediador no Processo de Alfabetização de Pessoas Surdas
O Brinquedo Como Mediador no Processo de Alfabetização de Pessoas Surdas.
Rio Grande do Sul, 2001. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade Federal de Santa Maria.
Nome do Orientador: Maria Alzira Coelho da Costa Nobre
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: Este estudo teve como propósito investigar o papel do brinquedo na otimização da aprendizagem da criança surda. As relações predominantes no processo de alfabetização da criança surda têm sido permeadas por metodologias desestruturadas, organizadas a partir de uma visão clínico-terapêutica da surdez. Essa abordagem negligencia o potencial do aluno surdo. Entender o potencial do brinquedo como recurso para facilitar a alfabetização parece ser fundamental para propiciar a apropriação do conhecimento por estes alunos. O percurso de construção deste estudo fundamenta-se em uma pesquisa-ação. Foi realizado um estudo empírico sobre o processo de alfabetização com crianças surdas, mediada pelo brinquedo. Os resultados obtidos apontam para a necessidade de um redirecionamento no processo de alfabetização de surdos no sentido de resgatar a função pedagógica. É preciso que o ensino da linguagem escrita seja encarado como um processo estimulante tanto para quem ensina quanto para quem aprende. É possível transformar a aprendizagem da língua escrita em algo significativo para o aluno, fazendo com que aspectos importantes da linguagem, como seu papel na estruturação do pensamento e seu aspecto comunicativo, sejam respeitados e considerados nesse processo. As atividades pedagógicas podem ser instigantes se ministradas de maneira estimulante e inovadora, que respeite a diversidade inerente a cada ser humano. Para tanto, o brinquedo aparece como recurso favorável e oportuno; suas características, que habilitam a criança para o processo de transição de significados, levam à abstração, e podem ser direcionadas para a aprendizagem da leitura e da escrita. Destaca-se ainda como resultado a importância da instrumentalização da língua de sinais como primeira língua na educação de surdos.