ROSSINHOLI, Maria Vitória Fabrino Batista (2002)
Um Estudo Sobre a Escolarização da Infância: São Paulo - 1890/1920
Um Estudo Sobre a Escolarização da Infância: São Paulo - 1890/1920.
São Paulo, 2002. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade São Marcos.
Nome do Orientador: Carlos Roberto da Silva Monarcha
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: Esta dissertação coloca em pauta algumas questões relativas ao tema da escolarização da infância nas escolas primárias públicas paulistas e tem por objetivo procurar conhecer, por meio da pesquisa bibliográfica e documental, como se deu esse processo de escolarização, percorrendo os caminhos da educação escolarizada no estado de São Paulo, nas três primeiras décadas republicanas. O período tomado para análise é aquele que é delimitado por duas grandes reformas da instrução pública neste estado, a Reforma Geral da Instrução Pública de São Paulo, de 1892, e a Reforma de 1920, procurando compreender como se deu a inserção das classes populares na estrutura de ensino público paulista na República recém inaugurada e problematizando a escola primária onde a infância do estado de São Paulo, no final do século XIX e início do XX, pôde ser escolarizada. Utilizando fontes documentais, como os Anuários do Ensino do Estado de São Paulo, bem como bibliografia sobre as décadas em questão, esta dissertação espera contribuir para a reflexão sobre a história da educação no estado de São Paulo. Enfatizando a nova configuração da vida paulista, conseqüência das profundas transformações com a entrada do país no regime republicano e com o fim do instituto da escravidão, este estudo procurou acompanhar o esforço de implantação de uma estrutura de ensino público na tentativa de responder a algumas questões: quais eram os alunos que freqüentavam as escolas primárias públicas de São Paulo daquelas décadas? qual foi a capacidade da escola de lidar com a diversidade social, econômica e étnica? Foi possível concluir que houve um expressivo esforço do Estado, resultando na incorporação de parcelas significativas da população às escolas de então, mas também foi possível reconhecer as limitações daquela estrutura de ensino público, uma vez que parcela considerável da infância paulista foi dela excluída.