ROSSETO, Elisabeth (2002)
Impasses no Aprendizado da Leitura e da Escrita na Fase Inicial de Alfabetização: Algumas Contribuições Para Seu Entendimento e Superação
Impasses no Aprendizado da Leitura e da Escrita na Fase Inicial de Alfabetização: Algumas Contribuições Para Seu Entendimento e Superação.
Paraná, 2002. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade Estadual de Maringá.
Nome do Orientador: Regina Maria Pavanello
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: O presente trabalho teve dois objetivos: 1) investigar os fatores que interferem ou dificultam a apropriação da leitura e da escrita pela criança no período de alfabetização e 2) analisar se as concepções dos professores em relação as teorias que embasam o Ciclo Básico de Alfabetização (CBA) contribuem positiva ou negativamente para a apropriação desse conhecimento. Optou-se por um trabalho dentro da pesquisa qualitativa, caracterizado como um estudo de caso. A parte empírica teve como alvo a análise do trabalho de alfabetização desenvolvido por uma professora de 1ª série de uma escola pública da rede municipal de ensino de Cascavel - PR, que adota o CBA e o insere no trabalho pedagógico realizado. A professora foi escolhida pelo fato de ser considerada uma excelente alfabetizadora. A análise do trabalho pedagógico apoiou-se em um estudo sobre o processo de alfabetização, as contribuições teóricas do construtivismo e do sócio-interacionismo para o processo ensino-aprendizagem, bem como sobre a fundamentação das propostas de alfabetização do CBA dos Estados de São Paulo e Paraná. A pesquisa mostrou que, entre os fatores que podem estar contribuindo negativamente para o processo de alfabetização dos alunos, um dos mais importantes é que a escola apresenta dificuldades em organizar suas práticas escolares, não conseguindo articular-se coletivamente, de modo a integrar o trabalho da professora regente com os demais profissionais que trabalham com a mesma série. Além disso, as interrupções constantes do trabalho realizado em sala de aula, indicam que este, de certa forma, não é priorizado. Quanto à repercussão positiva ou negativa das concepções dos professores em relação às teorias que embasam o CBA, foi possível observar que a maioria apresenta um conhecimento restrito acerca dessas concepções. Embora haja a intenção de trabalhar com as teorias construtivas e sócio-interacionista, percebe-se, no entanto, que nem todas as professoras demonstram a mesma opção teórica. Algumas delas chegam a desconhecer os pressupostos teóricos das teorias de Piaget e Vyhotsky, enquanto outras apresentam uma visão equivocada destas.