PEREIRA, Simone Laísse (2004)
Diferenças Entre Crianças no Processo de Aquisição da Linguagem Escrita
Diferenças Entre Crianças no Processo de Aquisição da Linguagem Escrita.
Santa Catarina, 2004. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade do Vale do Itajaí.
Nome do Orientador: Valéria Silva Ferreira
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: Muitos fatores justificam o fato de a criança não conseguir aprender. Um desses fatores é a presença de um distúrbio, idéia esta reforçada por profissionais da saúde. Esta pesquisa investigou se há diferenças em termos de habilidades cognitivas relacionadas com a aquisição inicial da linguagem escrita entre as crianças consideradas portadoras de distúrbio e consideradas bons alunos. Objetivamos caracterizar/comparar as habilidades cognitivas na aquisição inicial da linguagem escrita de crianças consideradas portadoras de distúrbio e outras consideradas como bons alunos. Para tanto, foram investigadas 40 crianças onde 20 delas eram crianças com diagnóstico de distúrbio (dislexia) e outras 20 crianças indicadas como bons alunos em leitura e escrita por seus professores. A pesquisa realizou-se numa escola municipal de Balneário Camboriú, com crianças de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de tarefas de escrita espontânea, nome da letra, memória de frase, memória de dígitos, memória de relatos e correções gramaticais, som da letra, produção de palavra, consciência sintático-semântica e consciência fonológica. A análise dos dados revelou que nas tarefas de escrita espontânea, nome da letra, memória de frase, memória de dígitos, memória de relatos e correções gramaticais, não há diferenças significativas nas crianças dos dois grupos nos testes aplicados, apenas algumas encontradas nas tarefas de som da letra, produção de palavra, consciência sintático-semântica e consciência fonológica. Embora tenham sido encontradas exceções nos dois grupos. É provável que estas diferenças façam parte do processo de construção conceitual do sistema alfabético.