RIBEIRO, Cristiane Angélica (2009)
Escola Rural e Alfabetização: Uberlândia 1936 a 1946
Escola Rural e Alfabetização: Uberlândia 1936 a 1946.
Minas Gerais, 2009. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade Federal de Uberlândia.
Nome do Orientador: Sandra Cristina Fagundes de Lima
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: O tema desta pesquisa é o combate ao analfabetismo no município de Uberlândia por meio da escola rural nos anos de 1936 a 1946. O problema foi delimitado a partir da preocupação em evidenciar a tarefa atribuída à escola rural na alfabetização dos moradores do município. Como objetivo geral da pesquisa buscamos interpretar a relação entre a Cruzada Nacional de Educação e o ensino rural em Uberlândia. Os objetivos específicos foram: apreender a contribuição do ensino rural como meio de alfabetizar a população uberlandense habitante no campo; verificar a influência da campanha de alfabetização denominada Cruzada Nacional de Educação; analisar os possíveis liames entre a campanha e os projetos políticos locais; e, por último, entender o perfil dos professores primários que atuavam nas escolas rurais. Para contemplar esses objetivos foram utilizados como fontes de pesquisa: Atas de Reuniões das Escolas Rurais, Atas do Conselho Consultivo, Atas da Câmara Municipal, jornais, cadernos de um ex-aluno de uma das escolas rurais, fotografias; e entrevistas com ex-professoras das escolas rurais. Os resultados aos quais chegamos possibilitam afirmar que o combate ao analfabetismo era defendido em nível nacional, e as autoridades locais coadunavam com esse objetivo, uma vez que estas últimas, inclusive, reproduziam o discurso da campanha acerca da necessidade de alfabetizar a população, o que teve como conseqüência o aumento quantitativo das escolas rurais do município. Contudo, as professoras entrevistadas que atuaram na época, disseram não conhecer e nunca terem ouvido notícias a respeito da Cruzada Nacional de Educação. Ademais, a investigação a respeito do perfil, da formação, bem como da remuneração que os professores recebiam pelo desempenho profissional, permite-nos alegar que a maioria das docentes que atuavam no ensino rural não possuía o curso normal. Além disso, o salário que o município pagava era suficiente para manter uma vida modesta e estava entre um dos menores do Brasil, como também o poder público local não oferecia cursos de formação para os professores e nem proporcionava condições para que estes estudassem em outras cidades.