PURIM, Rosane Fronza (2010)
Um Ano Mais Cedo Ou Um Ano a Mais: Representação Social de Referencial Curricular Para os Professores Alfabetizadores no Ensino Fundamental Ampliado
Um Ano Mais Cedo Ou Um Ano a Mais: Representação Social de Referencial Curricular Para os Professores Alfabetizadores no Ensino Fundamental Ampliado.
Santa Catarina, 2010. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade Regional de Blumenau.
Nome do Orientador: Neide de Melo Aguiar e Silva
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: A Lei 11.274 de 06 de fevereiro de 2006 altera a redação dos arts. 29, 30, 32 e 87 da LDB e estabelece um prazo até 2010, para implementar a obrigatoriedade do Ensino Fundamental de nove anos no Brasil. A Rede Municipal de Ensino de Timbó instituiu o Ensino Fundamental de nove anos em consonância com a normativa da Secretaria Estadual de Educação, Ciências e Tecnologia de Santa Catarina. Mediante este ato a equipe diretiva da Secretaria Municipal de Educação de Timbó elaborou uma proposta de formação em exercício para os profissionais que atuaram diretamente nas turmas de alfabetização. Esta ação teve como objetivo a elaboração de um referencial curricular para a nova turma do Ensino Fundamental de nove anos, constituída por crianças de seis anos de idade anteriormente atendidas pelo segmento da Educação Infantil. De acordo com as políticas curriculares nacionais os segmentos da Educação Básica (até o ano de 2010) apresentam documentos norteadores para as ações docentes específicas e distintos, tendo seu recorte vinculado à faixa etária, ou seja: Educação Infantil 0-6 anos, Ensino Fundamental 7-14 anos e Ensino Médio 15 - 17 anos. Com a mudança na legislação e a recondução da criança de seis anos para o Ensino Fundamental os educadores externaram a necessidade de rediscutir questões vinculadas ao currículo escolar. Ao partir da premissa de que o currículo é fruto de seleções diversas, o referencial curricular elaborado pelos profissionais que atuaram diretamente com a nova turma do Ensino Fundamental de nove anos configurou-se como lócus favorável para pesquisa. Neste espaço é possível evidenciar o embate entre os sujeitos, suas concepções e conhecimentos, bem como identificar suas formas de entender e de construir o mundo, pautado nas representações do grupo em específico. Identificar a representação social deste grupo de profissionais sobre o referencial curricular para a turma de alfabetização e compreender como estas se constituíram é o objetivo desta pesquisa. A opção das representações sociais como aporte teórico para análise dos dados foi feita por entender que estas determinam a formação e orientação de condutas. A pesquisa foi realizada com dez docentes que atuaram nas turmas de alfabetização do Ensino Fundamental ampliado e com seis coordenadores pedagógicos que acompanharam o planejamento dos docentes e também participaram com eles dos estudos e da elaboração do referencial curricular da rede pública municipal de Timbó. Enquanto instrumentos de pesquisa foram utilizados questionário estruturado com questões semi-abertas e observações durante o processo de formação em exercício. A pesquisa identificou que, para os profissionais que participaram desta formação em exercício, referencial curricular é definido como proposta e base para ações pedagógicas. E, ainda, para que políticas curriculares se efetivem faz-se necessário espaço para planejamento baseado em estudos, avaliação e reflexão do contexto, desenvolvendo assim um suporte teórico/documental que viabilize caminhos e permitam aos sujeitos sentirem-se parte indissociável deste processo.