SILVA, Cristiana Vasconcelos do Amaral (2012)
O Livro Didático de Alfabetização: o Manual do Professor e Sua Relação Com o Fazer Pedagógico Referente Ao Ensino de Leitura e Escrita
O Livro Didático de Alfabetização: o Manual do Professor e Sua Relação Com o Fazer Pedagógico Referente Ao Ensino de Leitura e Escrita.
Pernambuco, 2012. Dissertação de Mestrado Acadêmico (Pós-graduação em Educação)
Universidade Federal de Pernambuco.
Nome do Orientador: Eliana Borges Correia de Albuquerque
Área: Ciências Humanas: Educação
Assunto: Em Análise
Referencial Teórico: Em Análise
Natureza do Texto: Em Análise
Resumo: O tema em estudo é o manual do professor do livro didático de alfabetização e teve como objetivo geral investigar os manuais do professor presentes em livros didáticos de alfabetização. Os objetivos específicos: verificar as diferentes perspectivas metodológicas para o ensino da leitura e da escrita; as possíveis relações existentes entre as orientações dadas pelos seus autores e a formação de professores. Foram objeto de análises o manual do professor dos livros didáticos adotados pelas redes de ensino de Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, ambas em Pernambuco, nos anos compreendidos entre 2010 e 2012, tempo que configura o período desta pesquisa. A problemática que motivou a pesquisa foi se a maneira como vem se apresentando, o Manual do Professor do Livro Didático de Alfabetização contribui para a formação dos docentes no que diz respeito às mudanças didáticas e pedagógicas no ensino da língua materna. A metodologia utilizada foi a análise documental dos manuais do professor dos livros didáticos L.E.R. (Camaragibe) e Aprender a Ler (Jaboatão dos Guararapes), perfazendo um total de quatro manuais. Esta pesquisa justifica-se pela pouca literatura sobre o assunto, principalmente no que se refere à alfabetização. Os resultados obtidos revelaram que os manuais do professor apresentavam uma grande diferença nas concepções teórico-metodológicas adotadas. Uns trazendo proposições mais reflexivas, apresentando o professor como facilitador e o aluno como um sujeito ativo no processo de aprendizagem. Outros, proposições mecanicistas, associativas, dando ênfase ao ensino das correspondências fonográficas, leituras de textos cartilhados, onde o professor é um tarefeiro e o aluno um sujeito passivo. Os dados aqui examinados evidenciam que a maneira de compreender cada um desses elementos leva o manual do professor a propor uma formação com as mesmas bases.